Entrevista com Viviane ao EGO

Entrevista: Viviane Pasmanter!

 

Vivianne Pasmanter está de voltadepois de cinco anos longe da TV
 
 
O jeito doce de Vivianne Pasmanter nem de longe lembra as personagens - quase sempre desequilibradas e más - que já viveu na televisão. É impossível esquecer da neurótica e ciumenta Laura, de "Por Amor". Ou da cômica mecânica Maria João, em "Uga Uga". Desde sua estréia, em 1991, na novela "Felicidade", sua carreira foi pontuada por papéis fortes e marcantes. Mas, no auge do sucesso, Vivianne resolveu dar um tempo na carreira - e com isso ficou cinco anos afastada da TV. Actualmente, ela está de volta na novela "Páginas da Vida". Em sua terceira novela de Manoel Carlos, a actriz está roubando a cena como a fotógrafa Isabel. A paulista de 35 anos é casada desde 2001 com o empresário Gilberto Zaborowsky, com quem tem dois filhos: Eduardo, de 3 anos e Laura, de um ano. Seu afastamento da TV foi pensado e repensado. "Queria cuidar um pouco da minha vida e engravidar", conta ela em uma entrevista exclusiva ao EGO. Mas as duas gestações não foram o único motivo do afastamento. Em 2003, Viviane enfrentou a doença do marido, um tipo de câncer nos gânglios do sistema linfático. Foram dez meses de radioterapia e quimioterapia e que, por fim, como alguns de seus personagens, teve um final feliz.

 

01. Você é uma pessoa vaidosa?
Eu tenho a vaidade pelo trabalho, de fazer o que a personagem pede. Por mim, eu nem fazia as unhas (risos). 

02. Como cuida da sua aparência?
Eu fazia pilates - com prazer - mas parei. Agora corro por 50 minutos, de três a quatro vezes por semana. 

03. Como compôs a fotógrafa Isabel?
Fiz com a Isabel Becker (fotógrafa) um laboratório de fotografia em que tiramos várias fotos de "noivas" para usar no cenário da personagem. O nome da personagem foi inspirada nela. 

04. Tem algum detalhe na personagem que te chame a atenção?
Ainda estou descobrindo a Isabel, mas estou querendo fazer uma mulher independente e livre de preconceitos e de moral. 

05. Por que tanto tempo longe da TV?
Quando acabei "Uga Uga" (em janeiro de 2001), após praticamente emendar quatro novelas seguidas - "Anjo de mim", "Por Amor" e "Andando nas nuvens" - fiz um acordo com a Globo de tirar um ano de férias. Queria cuidar um pouco da minha vida e engravidar. O que demorou mais de um ano para acontecer. Quando nasceu Eduardo, meu marido estava fazendo quimioterapia para se curar da doença de Hodkins (tipo de câncer nos gânglios do sistema linfático). Tudo o que eu queria era ficar totalmente voltada para os dois. Amamentei o Eduardo por oito meses, o Gilberto se curou e quando comecei a cogitar voltar para a televisão, engravidei da Lara, e adiei a volta por quase dois anos. 

06. Sentiu saudades?
Nisso tudo se passaram cinco anos. Curti tanto todas as etapas da maternidade, que passou muito rápido. Não deu tempo de sentir saudades, não. Apesar de ter havido muita cobrança para a minha volta. 

07. Depois de tanto tempo longe da TV, já se reacostumou com a rotina das gravações?
Estou conseguindo conciliar sim. Eu me mudei de São Paulo, e estou morando a 15 minutos do Projac. Tem gravações todos os dias, mas sempre que dá, eu almoço e janto em casa. Meu marido, como continuou em SP, vem sempre para cá nos fins de semana. Já que sábado também tem gravação. 

08. Como surgiu a idéia de usar seu próprio labrador nas gravações?
A Ayline é muito calma, carinhosa e companheira. Ela fica o tempo todo do meu lado. Apesar de ela não ter sido adestrada, ela é extremamente educada e obediente, entende tudo o que eu falo com ela. Quando soube que a Isabel tinha um cachorro, ofereci ao Jayme Monjardim e à Tisa (directora de arte) usarmos a Ayline, e eles acharam ótimo, pois ela já é apegada a mim. Desde a primeira gravação foi bem tranqüilo, ela se comporta muito bem. A produção não precisa usar nenhum petisco para ela fazer as cenas. Acho que leva jeito para coisa, é uma actriz nata. 

09. Você tem preferência em interpretar vilãs, como a Laura, de Por Amor?
Não tenho preferência pelo caráter da personagem, mas sim pela riqueza de cada uma. O público é que lembra muito mais das vilãs. 

10. Tem vontade de actuar mais em teatro ou em cinema?
Tenho vontade de fazer mais cinema, fiz muito pouco. E eu acho muito legal. 

11. Qual a sua relação com o autor Manoel Carlos? Qual a importância que ele tem para a sua carreira?
Quando vim para o Rio para fazer "Felicidade" fui com a minha mãe na casa do Manoel Carlos para uma reunião. Eu era muito nova (ela tinha 20 anos), meu pai tinha acabado de falecer e minha mãe que não conhecia nada do "meio", estava muito assustada. Então, ele e a Bety (esposa de Manoel) praticamente me adotaram aqui no Rio - viraram minha família carioca. A importância dele foi além da minha carreira. Além de ter me dado minha primeira personagem, a Deborah de Felicidade, foi também de muita importância pessoal. 

12. Como surgiu a vontade de ser actriz?
Desde pequena queria ser actriz, não sei se nasci com isso ou teimei com isso, enfim, ninguém da minha família nem amigos tinham nada a ver com teatro. Meus pais nunca foram contra, mas também nunca botaram muita fé.